domingo, 8 de novembro de 2009

Gerenciamento de Risco em Subestação da CHESF

A preocupação com as condições operacionais das instalações da Chesf tem sido motivo de constantes ações visando o estabelecimento de medidas para a eliminação de riscos ou redução dos mesmos sobre os ativos físicos, de forma que na ocorrência de fatos indesejáveis tenha um reflexo mínimo para a instalação, para os consumidores e para as pessoas que atuam nessas instalações.
Existem situações em que a ocorrência de falhas em equipamentos desencadeiam sérios problemas à instalação e às pessoas que atuam nas áreas de manutenção e operação, e muitas vezes causam acidentes às pessoas ou perdas de fornecimento com prejuízos incalculáveis à organização.
Considerando esses aspetos e levando em consideração o contexto do setor elétrico atualmente, a diretoria da CHESF , decidiu por criar um processo de gerenciamento de riscos, e implementou inicialmente em uma de suas subestações, a subestação Mirueira, escolhida por se tratar de uma instalação típica da empresa com um nível de padronização razoável. Para tal a empresa decidiu iniciar o seu processo de gerenciamento de risco estabelecendo duas premissas, a primeira foi contratar uma empresa de especialista para apoiar o processo; a segunda foi elaborar um projeto piloto para testar a metodologia de gestão de risco escolhida.
Tendo em vista as limitações de tempo que estavam atreladas no trabalho da Chesf, não foi possível um nível de detalhamento máximo, considerando a diversidade de áreas de risco potenciais da instalação. Para o levantamento de dados foram utilizadas algumas ferramentas do gerenciamento de risco, como árvore de falhas e análise preliminar de risco(APR), entre outras, e também o grande conhecimento do especialistas de diversas áreas como engenharia e construção, segurança no trabalho, meio ambiente,operação de sistemas, manutenção de proteção e de equipamentos contribuiu significativamente para esse processo.
Outra atuação que merece destaque, foi a possibilidade de uma visão abrangente de áreas como: sistemas de proteção, sistemas de instalações civis, transformadores, disjuntores, barramentos, serviços auxiliares, meio ambiente e sistemas de gestão.
Para a efetivação da avaliação dos riscos da instalação, a equipe necessitou nivelar os conceitos a respeito de riscos, perigos, causas, causa fundamental (raiz), efeitos, consequências, além de definição de sistemas e falhas funcionais.
O procedimento para o levantamento dos riscos foi estruturado em etapas partindo-se da visão individual de cada membro da equipe e posteriormente consistido em reuniões de avaliação. Os riscos forma selecionados em suas respectivas áreas considerando a avaliação e associação dos riscos inicialmente indicados, nessa fase também foram agregados as causas, os efeitos e as consequências vistas pela equipe. Em seguida a equipe avaliou essa relação na Subestação de Mirueira através de uma minuciosa inspeção envolvendo as áreas civis (prediais, fronteira, sistemas de drenagem, etc.), equipamentos de alta tensão, painéis e chassis de proteção. Após a inspeção que contou com a participação dos responsáveis de operação e manutenção da subestação, se procedeu a entrevista com especialistas de cada segmento visando estabelecer uma consolidação dos riscos iniciais, incorporação de novos riscos, bem como determinar em uma primeira versão os graus de riscos.
Com os dados consistidos para os segmentos selecionados o passo seguinte foi a quantificação desses riscos. Para isso foram analisados os aspectos históricos quando disponíveis, banco de dados de casos similares em outras empresas ou existentes em literatura a respeito, informações de fornecedores, etc. Essa fase consistiu em grandes dificuldades de coleta e consistência de dados estatísticos, no entanto, se revestiu de importantes contribuições dos especialistas, considerando o conhecimento a priori dos mesmos, o que permitiu se fazer a inferência sobre ao dados de riscos permitindo se fazer uma avaliação adequada para o trabalho.
Após um período de 60 dias desde a formação da equipe, treinamento, levantamento de dados, análise dos dados, entrevista com especialistas e elaboração do relatório.
Esse relatório constou a estimação dos riscos dos modos de falhas considerando mais importantes a indicação de medidas a serem adotadas para a eliminação ou redução dos riscos existentes, afastando-o da área de catastrófico para tolerável.

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