A Copel mantém Comitê de Gerenciamento de Riscos e Seguros Patrimoniais, que tem por objetivos:
· desenvolver e aperfeiçoar estudos para o estabelecimento de política de gerenciamento de riscos e seguros dos ramos elementares da Copel e de suas subsidiárias integrais;
· definir junto às áreas pertinentes da Companhia o que deve ser segurado, através de levantamentos, identificação e análise de risco, experiências e histórico de sinistralidade, por tipo e características de bens e equipamentos, de dispêndio de prêmios de seguro no período - utilizando parâmetros auxiliares relacionados a cada tipo de risco para desenvolvimento paralelo com as áreas envolvidas - e de técnicas e inspeções preventivas de detecção de possíveis danos ao patrimônio da Companhia; e
· promover e manter a política adotada.
Com base nas recomendações desse Comitê, e visando atender à legislação vigente sobre seguros e à Lei nº 8.987/95, que dispõe sobre o regime de concessão e permissão de prestação de serviços públicos previsto no artigo 175 da Constituição Federal, a Copel contrata apólices de seguros para salvaguardar seus bens e instalações e mantém seguro para reparação por danos involuntários causados a terceiros.
As principais modalidades de seguros adotadas na Copel são: riscos nomeados, incêndio imóveis próprios e locados, responsabilidade civil geral, riscos de engenharia, transporte nacional e internacional e riscos diversos
A política de Controles e Gestão de Riscos da Companhia, formulada em 2006, estabeleceu a sistematização dos processos de gestão de riscos e controles internos, cuja avaliação será utilizada por meio da metodologia estabelecida pelo Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission - COSO.
Em 2007, teve início a implantação da Gestão Integrada de Riscos Corporativos, com apoio de consultoria especializada, com destaque para as seguintes atividades:
· planejamento da implantação da gestão de risco;
· avaliação do processo de gestão de risco atual e identificação de oportunidades de melhoria;
· identificação e avaliação dos principais riscos relacionados aos objetivos de crescimento e a questões ambientais e fundiárias;
· avaliação dos controles e ações de mitigação desses riscos;
· estudo de integração e alinhamento da gestão de risco com as demais iniciativas existentes: Lei Sarbanes-Oxley, gestão e padronização de processos da Organização Internacional para Padronização (International Organization for Standardization - ISO), Balanced Scored Card - BSC, Gerenciamento pelas Diretrizes, Modelo de Excelência da Gestão e desenvolvimento dos sistemas de informática corporativos.
domingo, 8 de novembro de 2009
Gerenciamento de Risco em Subestação da CHESF
A preocupação com as condições operacionais das instalações da Chesf tem sido motivo de constantes ações visando o estabelecimento de medidas para a eliminação de riscos ou redução dos mesmos sobre os ativos físicos, de forma que na ocorrência de fatos indesejáveis tenha um reflexo mínimo para a instalação, para os consumidores e para as pessoas que atuam nessas instalações.
Existem situações em que a ocorrência de falhas em equipamentos desencadeiam sérios problemas à instalação e às pessoas que atuam nas áreas de manutenção e operação, e muitas vezes causam acidentes às pessoas ou perdas de fornecimento com prejuízos incalculáveis à organização.
Considerando esses aspetos e levando em consideração o contexto do setor elétrico atualmente, a diretoria da CHESF , decidiu por criar um processo de gerenciamento de riscos, e implementou inicialmente em uma de suas subestações, a subestação Mirueira, escolhida por se tratar de uma instalação típica da empresa com um nível de padronização razoável. Para tal a empresa decidiu iniciar o seu processo de gerenciamento de risco estabelecendo duas premissas, a primeira foi contratar uma empresa de especialista para apoiar o processo; a segunda foi elaborar um projeto piloto para testar a metodologia de gestão de risco escolhida.
Tendo em vista as limitações de tempo que estavam atreladas no trabalho da Chesf, não foi possível um nível de detalhamento máximo, considerando a diversidade de áreas de risco potenciais da instalação. Para o levantamento de dados foram utilizadas algumas ferramentas do gerenciamento de risco, como árvore de falhas e análise preliminar de risco(APR), entre outras, e também o grande conhecimento do especialistas de diversas áreas como engenharia e construção, segurança no trabalho, meio ambiente,operação de sistemas, manutenção de proteção e de equipamentos contribuiu significativamente para esse processo.
Outra atuação que merece destaque, foi a possibilidade de uma visão abrangente de áreas como: sistemas de proteção, sistemas de instalações civis, transformadores, disjuntores, barramentos, serviços auxiliares, meio ambiente e sistemas de gestão.
Para a efetivação da avaliação dos riscos da instalação, a equipe necessitou nivelar os conceitos a respeito de riscos, perigos, causas, causa fundamental (raiz), efeitos, consequências, além de definição de sistemas e falhas funcionais.
O procedimento para o levantamento dos riscos foi estruturado em etapas partindo-se da visão individual de cada membro da equipe e posteriormente consistido em reuniões de avaliação. Os riscos forma selecionados em suas respectivas áreas considerando a avaliação e associação dos riscos inicialmente indicados, nessa fase também foram agregados as causas, os efeitos e as consequências vistas pela equipe. Em seguida a equipe avaliou essa relação na Subestação de Mirueira através de uma minuciosa inspeção envolvendo as áreas civis (prediais, fronteira, sistemas de drenagem, etc.), equipamentos de alta tensão, painéis e chassis de proteção. Após a inspeção que contou com a participação dos responsáveis de operação e manutenção da subestação, se procedeu a entrevista com especialistas de cada segmento visando estabelecer uma consolidação dos riscos iniciais, incorporação de novos riscos, bem como determinar em uma primeira versão os graus de riscos.
Com os dados consistidos para os segmentos selecionados o passo seguinte foi a quantificação desses riscos. Para isso foram analisados os aspectos históricos quando disponíveis, banco de dados de casos similares em outras empresas ou existentes em literatura a respeito, informações de fornecedores, etc. Essa fase consistiu em grandes dificuldades de coleta e consistência de dados estatísticos, no entanto, se revestiu de importantes contribuições dos especialistas, considerando o conhecimento a priori dos mesmos, o que permitiu se fazer a inferência sobre ao dados de riscos permitindo se fazer uma avaliação adequada para o trabalho.
Após um período de 60 dias desde a formação da equipe, treinamento, levantamento de dados, análise dos dados, entrevista com especialistas e elaboração do relatório.
Esse relatório constou a estimação dos riscos dos modos de falhas considerando mais importantes a indicação de medidas a serem adotadas para a eliminação ou redução dos riscos existentes, afastando-o da área de catastrófico para tolerável.
Existem situações em que a ocorrência de falhas em equipamentos desencadeiam sérios problemas à instalação e às pessoas que atuam nas áreas de manutenção e operação, e muitas vezes causam acidentes às pessoas ou perdas de fornecimento com prejuízos incalculáveis à organização.
Considerando esses aspetos e levando em consideração o contexto do setor elétrico atualmente, a diretoria da CHESF , decidiu por criar um processo de gerenciamento de riscos, e implementou inicialmente em uma de suas subestações, a subestação Mirueira, escolhida por se tratar de uma instalação típica da empresa com um nível de padronização razoável. Para tal a empresa decidiu iniciar o seu processo de gerenciamento de risco estabelecendo duas premissas, a primeira foi contratar uma empresa de especialista para apoiar o processo; a segunda foi elaborar um projeto piloto para testar a metodologia de gestão de risco escolhida.
Tendo em vista as limitações de tempo que estavam atreladas no trabalho da Chesf, não foi possível um nível de detalhamento máximo, considerando a diversidade de áreas de risco potenciais da instalação. Para o levantamento de dados foram utilizadas algumas ferramentas do gerenciamento de risco, como árvore de falhas e análise preliminar de risco(APR), entre outras, e também o grande conhecimento do especialistas de diversas áreas como engenharia e construção, segurança no trabalho, meio ambiente,operação de sistemas, manutenção de proteção e de equipamentos contribuiu significativamente para esse processo.
Outra atuação que merece destaque, foi a possibilidade de uma visão abrangente de áreas como: sistemas de proteção, sistemas de instalações civis, transformadores, disjuntores, barramentos, serviços auxiliares, meio ambiente e sistemas de gestão.
Para a efetivação da avaliação dos riscos da instalação, a equipe necessitou nivelar os conceitos a respeito de riscos, perigos, causas, causa fundamental (raiz), efeitos, consequências, além de definição de sistemas e falhas funcionais.
O procedimento para o levantamento dos riscos foi estruturado em etapas partindo-se da visão individual de cada membro da equipe e posteriormente consistido em reuniões de avaliação. Os riscos forma selecionados em suas respectivas áreas considerando a avaliação e associação dos riscos inicialmente indicados, nessa fase também foram agregados as causas, os efeitos e as consequências vistas pela equipe. Em seguida a equipe avaliou essa relação na Subestação de Mirueira através de uma minuciosa inspeção envolvendo as áreas civis (prediais, fronteira, sistemas de drenagem, etc.), equipamentos de alta tensão, painéis e chassis de proteção. Após a inspeção que contou com a participação dos responsáveis de operação e manutenção da subestação, se procedeu a entrevista com especialistas de cada segmento visando estabelecer uma consolidação dos riscos iniciais, incorporação de novos riscos, bem como determinar em uma primeira versão os graus de riscos.
Com os dados consistidos para os segmentos selecionados o passo seguinte foi a quantificação desses riscos. Para isso foram analisados os aspectos históricos quando disponíveis, banco de dados de casos similares em outras empresas ou existentes em literatura a respeito, informações de fornecedores, etc. Essa fase consistiu em grandes dificuldades de coleta e consistência de dados estatísticos, no entanto, se revestiu de importantes contribuições dos especialistas, considerando o conhecimento a priori dos mesmos, o que permitiu se fazer a inferência sobre ao dados de riscos permitindo se fazer uma avaliação adequada para o trabalho.
Após um período de 60 dias desde a formação da equipe, treinamento, levantamento de dados, análise dos dados, entrevista com especialistas e elaboração do relatório.
Esse relatório constou a estimação dos riscos dos modos de falhas considerando mais importantes a indicação de medidas a serem adotadas para a eliminação ou redução dos riscos existentes, afastando-o da área de catastrófico para tolerável.
sábado, 7 de novembro de 2009
Gerenciando Riscos em Empresas de Automação Industrial
Devido a complexidade, variedade, atualizações tecnológicas constantes e principalmente falta de dados históricos em projetos de automação industrial no Brasil , os riscos envolvidos devem ser tratados com muita atenção e cuidado.Assim metodologia de gerencia de risco do pmbok, pode ser utilizada em projetos de automação industrial, e vem crescendo cada vez mais, garantindo a diminuição dos riscos e até a mitigação completa.
As empresas de automação industrial estão criando um banco de dados com erros ocorridos em projetos anteriores, mas essa prática ainda não desenvolveu um banco de dados completo, a ponto de termos detalhados os vários riscos que existem na automação industrial, mas são muitos, desde riscos contratuais, provenientes de falhas contratuais má interpretação de especificações, cronograma, peças e materiais, recursos humanos, erros de projeto, etc.
A utilização de um efetivo e bem planejado gerenciamento de risco, garante assim, que as empresas de automação industrial honrem contratos, diminuam os gastos com projetos e efetivamente concluam o mesmo, dentro das características determinadas no escopo do projeto.
Sendo a automação industrial mais uma área de atuação da gerência de risco aplicada a engenharia elétrica.
As empresas de automação industrial estão criando um banco de dados com erros ocorridos em projetos anteriores, mas essa prática ainda não desenvolveu um banco de dados completo, a ponto de termos detalhados os vários riscos que existem na automação industrial, mas são muitos, desde riscos contratuais, provenientes de falhas contratuais má interpretação de especificações, cronograma, peças e materiais, recursos humanos, erros de projeto, etc.
A utilização de um efetivo e bem planejado gerenciamento de risco, garante assim, que as empresas de automação industrial honrem contratos, diminuam os gastos com projetos e efetivamente concluam o mesmo, dentro das características determinadas no escopo do projeto.
Sendo a automação industrial mais uma área de atuação da gerência de risco aplicada a engenharia elétrica.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Gerência de Risco em Distribuidoras e Transmissoras de Energia Elétrica
O sistema elétrico brasileiro por seu porte , complexidade e importância, necessita de um sistema de gerenciamento muito eficaz, para que se tenha uma condição estável de operação, garantindo que seja entregue uma energia de qualidade e assegurando que a essa energia que move o país nunca falte.
Contudo entregar e garantir o fornecimento de energia não é uma simples tarefa, existem muitos riscos que necessitam ser levados em consideração e através de um gerenciamento dos mesmos permitir que eles sejam diminuídos ou mitigados completamente.
As empresas distribuidoras e transmissoras de energia necessitam entregar a carga estipulada por contratos de longo prazo (cinco a trinta anos), as incertezas são enormes, clima e condições climáticas, custos de operação, evolução da carga, disponibilidade energética, regulação, dentre outras que afetam a operação do sistema elétrico brasileiro.
As distribuidoras e transmissoras devem então criar um portfólio de contratos sob incertezas, minimizar os custos (visando um preço competitivo) e os riscos (visando garantias a longo prazo). Para tal necessitam de um gerenciamento de riscos que garanta uma operação segura e rentável, sendo uma área de fundamental importância na atuação saudável das empresas e no funcionamento do sistema.
Contudo entregar e garantir o fornecimento de energia não é uma simples tarefa, existem muitos riscos que necessitam ser levados em consideração e através de um gerenciamento dos mesmos permitir que eles sejam diminuídos ou mitigados completamente.
As empresas distribuidoras e transmissoras de energia necessitam entregar a carga estipulada por contratos de longo prazo (cinco a trinta anos), as incertezas são enormes, clima e condições climáticas, custos de operação, evolução da carga, disponibilidade energética, regulação, dentre outras que afetam a operação do sistema elétrico brasileiro.
As distribuidoras e transmissoras devem então criar um portfólio de contratos sob incertezas, minimizar os custos (visando um preço competitivo) e os riscos (visando garantias a longo prazo). Para tal necessitam de um gerenciamento de riscos que garanta uma operação segura e rentável, sendo uma área de fundamental importância na atuação saudável das empresas e no funcionamento do sistema.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Componentes do Risco
O Risco é composto de três componentes :
- Um evento;
- A probabilidade de ocorreência do evento;
- O impacto decorrente do evento;
A ocorrência de riscos durante o projeto tende a ser maior no início e diminuir ao longo da execução do mesmo; enquanto que o valor envolvido tende a ser baixo inicialmente e aumentar ao longo do trabalho.
- Um evento;
- A probabilidade de ocorreência do evento;
- O impacto decorrente do evento;
A ocorrência de riscos durante o projeto tende a ser maior no início e diminuir ao longo da execução do mesmo; enquanto que o valor envolvido tende a ser baixo inicialmente e aumentar ao longo do trabalho.
domingo, 1 de novembro de 2009
Definição de Risco :
Efeito adverso decorrente da ocorrência de um evento, podendo causar impacto positivo ou negativo em um projeto ou em algum objetivo do mesmo.
O Gerenciamento de Riscos de um projeto inclui os processos relacionados ao planejamnto do gerenciamento de riscos, identificação, qualificação, quantificação, análise, planejamento de respostas, monitoramento e controle dos riscos do projeto.
O Gerenciamento de Riscos de um projeto inclui os processos relacionados ao planejamnto do gerenciamento de riscos, identificação, qualificação, quantificação, análise, planejamento de respostas, monitoramento e controle dos riscos do projeto.
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